O Caminho que Escolhi
Escrevo como quem conversa com o próprio tempo, esse companheiro disfarçado de inimigo, que tantas vezes me cobra respostas que não tenho. O “e se” é uma sombra projetada na parede da memória — não passa de um esboço, uma caricatura do que poderia ter sido. E, no entanto, ele insiste em se vestir de verdade. Surge no silêncio da madrugada, quando tudo dorme, menos eu. Vem sorrateiro, como se tivesse o direito de me interrogar: e se você tivesse escolhido outra profissão? outro amor? outra cidade?

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